O prefeito de Paço do Lumiar, Fred Campos (PSB), afirmou nesta terça-feira (4) que o repasse investigado pela Polícia Federal na nova fase da Operação Sem Desconto decorre de um contrato de arrendamento firmado por uma de suas empresas, a Petro São Francisco. Segundo o gestor, não houve qualquer ilegalidade na transação.
Fred Campos foi um dos alvos dos 18 mandados de busca e apreensão cumpridos pela PF no Maranhão e no Distrito Federal. A operação, autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), apura suspeitas de lavagem de dinheiro relacionadas às fraudes em descontos de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Em pronunciamento divulgado após a operação, o prefeito declarou que foi surpreendido pela investigação envolvendo o repasse. Ele sustentou que poderia ter apresentado os documentos relativos ao negócio caso tivesse sido solicitado pelas autoridades.
“Esse repasse é resultado de um contrato de arrendamento e não há qualquer ilegalidade. Se toda a documentação tivesse sido solicitada, ela teria sido apresentada prontamente”, afirmou.
Antes de assumir a Prefeitura de Paço do Lumiar, Fred Campos atuou como advogado e empresário. O prefeito informou que as empresas ligadas a ele continuam funcionando normalmente e que sua defesa já está adotando as medidas jurídicas necessárias para esclarecer os fatos investigados.
Fred também garantiu que a operação não afetará as atividades da administração municipal. “Quero tranquilizar a todos: nossas empresas seguem funcionando normalmente e reafirmo que o nosso trabalho por Paço continua”, declarou.
A nova fase da Operação Sem Desconto também atingiu familiares do senador Weverton Rocha (PDT-MA), apoiadores políticos e o advogado Willer Tomaz. Segundo a PF, as diligências buscam esclarecer movimentações financeiras e patrimoniais que teriam sido realizadas por meio de pessoas físicas, empresas, contas de terceiros e operações em espécie.

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